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Embora na passada semana tenha sido noticiado que as temperaturas iriam descer 10º, até ver tal agoiro ainda não se manifestou e esperemos que assim fique!

Já está calor, já se fala muito em férias, já usámos protector solar, por aqui já só se pede manga curta na roupa arrumada para o dia seguinte, o T.T. já fica feliz por ter tão pouco trabalho a despir-se para o banho… “Fácil, são somente 3 peças quando já não tenho meias e sapatos”, Já só queremos Melancia e Morangos para sobremesa, Junho já está à porta… Enfim o calor está por cá e eu tenho saudades de estar longe de casa!

ADORO o Alentejo e sou fã das Pousadas de Portugal!
Aqui já vos tinha falado de uma das minhas preferidas e hoje vou falar-vos da última em que estivemos, em tempo de Verão, e da qual gostámos muito.
A Pousada de Santa Clara-a-Velha que se situa em Sta. Clara, Alentejo.

O edifício onde hoje se encontra a Pousada foi construído na mesma altura que a Barragem de Santa Clara, em 1969. Na altura serviu de “abrigo” aos engenheiros que monitorizavam a construção da Barragem, no entanto em 1979 o edifício foi adquirido pela Enatur e reaberto como Pousada de Portugal com a capacidade de alojamento de apenas 6 quartos.

Em 1994 a Pousada encerra para obras de remodelação e ampliação, reabrindo as portas em Maio de 1996 já com 19 quartos, mas adiando a sua inauguração oficial para Maio de 1997 e a sua “cara” mantém-se a mesma, muito bem conservada na minha opinião, até hoje!

Fica magicamente situada sobre as águas da Barragem de Santa Clara. Das varandas dos quartos e da piscina, a vista é de tirar a respiração e convida ao “Dolce Fare Niente”.
O local é muito sossegado e convida às praticas de pesca, desportos náuticos ou simplesmente a um período de descanso em perfeita harmonia com a natureza.

Ora descanso absoluto com uma criança pequena é quase, ou até totalmente, impossível! Mas não há que desesperar porque para os miúdos este é um dos paraísos na terra.
Vejamos o que os espera para além de tempo de muita qualidade com quem eles amam muito! À chegada os pequenotes recebem, com um sorriso enorme na cara de quem oferece, um saco cheio de tesouros…uma tigela do Chocapic e cereais para lá comer, lápis para colorir o caderno do Chocapic, uma bolsa toda gira para transportar os tesouros, bongos, um bilhete para o cinema e, para além disso podem passear na natureza com direito a descobrir muitos “bicharocos”, apanhar frutos que não é costume verem, piscinar com espaço para muita brincadeira, estar pertinho de uma obra gigantesca com muita água lá dentro… Há muito para se entreterem e serem ainda mais felizes.

Passeio ao fim da tarde junto à Barragem de Santa Clara

A “apanha” do Marmelo

Brincadeira na Piscina

Piscinar e Brincar

Nós temos direito a tudo isto e um pouco mais, o restaurante da Pousada tem uma cozinha de qualidade e possui uma boa garrafeira, o atendimento é muito bom e de uma simpatia que dá vontade de voltar. No bar da Pousada podemos estar tranquilos em amena cavaqueira com o barman, na altura descobrimos que era nosso conterrâneo, não sabemos se ainda é o mesmo.

O Restaurante da Pousada onde também são servidos os pequeno-almoços

Na Vila há uma mercearia onde podemos comprar o que não queremos “tirar” do mini bar, como águas, sumos e afins. Há também um café que adorámos e serve umas tostas “bêm boas”. No dia de volta à capital almoçámos na Vila e não temos do que nos queixar, antes pelo contrário… Santa Clara vale muito a pena e tem habitantes 10*.

Uma das coisas que nós adultos mais apreciámos foi, estar na varanda do quarto, após a hora do Vitinho, a olhar para aquele céu enorme pejado de estrelas SUPER cintilantes, que não conseguimos ver onde moramos, e a ouvir o SILÊNCIO completamente ensurdecedor… Soberbo!

O final do dia neste local tem uma forma mágica de nos deixar calmos e expectantes pelo que virá no dia seguinte…

O entardecer a olhar para a zona da piscina

O fim do dia junto à Barragem

Nem dava vontade de sair da piscina com esta VISÃO!

E como tudo o que é bom termina rapidamente… Fecharam-se as protecções com promessas de volta e “lágrimas” de alegria pelo privilégio de aqui termos estado e, principalmente por o termos feito juntos!