Portugal ~ Camões

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O Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, celebrado a 10 de Junho, é o dia em que se assinala a morte de Luís Vaz de Camões em 1580, e também um feriado nacional de Portugal.

Durante o regime ditatorial do Estado Novo de 1933 até à Revolução dos Cravos de 25 de Abril de 1974, era celebrado como o Dia da Raça: a raça portuguesa ou os portugueses.

~In Wikipédia~

Sendo hoje dia 10 de Junho quero deixar-vos algumas, das muitas, soberbas “palavras” de Luís Vaz de Camões…

Fonte: Blog abnoxio

A DOR QUE A MINH’ ALMA SENTE

A dor que a minha alma sente…
Não a saiba toda a gente…
Que estranho caso de amor…
Que desejado tormento…

Que venha a ser avarento,
Das dores da minha dor!

Por me não tratar pior,
Se sabe ou se sente, não a digo a toda a gente!

Minha dor e a causa dela.
A ninguém ouso falar.

Que seria aventurar,
A perder-me ou perde-la,
Pois só em padece-la a minha alma está contente.

Viva no peito escondida… Dentro da alma sepultada…
Ou me mate… Ou me dê vida…
Ou viva eu triste ou contente,
Não quero que saiba a gente!

As Compras do Mês com Promoções!

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Esta “guerra desenfreada” para ver quem ganha mais p€ntos, entre os hiper e supermercados, na minha opinião, tem um “vencedor”… O cliente!

Quando digo o cliente falo em quem aproveita verdadeiramente as promoções!
Porque se me oferecerem uma escova ao comprar um champô para cabelos oleosos, eu não vou comprar só para ter a oferta…até porque tenho cabelos secos! O mesmo se passa nas promoções recentes, há que aproveitá-las porque são realmente fantásticas, mas fazê-lo com pés e cabeça, ou seja comprar o que realmente vai fazer diferença no nosso orçamento e falta na nossa despensa!

Passando ao que realmente interessa…
Desde a passada Quarta-Feira dia 16 o Minipreço está a fazer uma campanha de 50% de desconto na carne e, para usufruir deste desconto temos que ter cartão cliente Minipreço, fazer compras até a um máximo de 20€ e recebemos talões para usar até 10 vezes com 50% de desconto na carne sem valor de compras obrigatório. Esta campanha acaba Sábado dia 19.

Por sua vez o Pingo Doce tem em vigor desde Quinta-Feira dia 17 uma campanha, também na carne, com as seguintes condições: Para usufruir de 50% de desconto até 10 quilos de carne fresca e uma quantidade ilimitada de carne embalada em covetes, basta efectuar compras num valor mínimo de 25€ nos restantes produtos da loja. Esta campanha termina Domingo dia 20.

Estas são as duas promoções que mais “saltam à vista” de todos durante esta semana, mas conforme reza o antigo ditado cada um sabe de si e…nós sabemos o que precisamos aqui por casa 🙂

Todos os meses o Continente envia aos seus clientes de cartão cupões de descontos e, nós costumamos utilizar os que realmente nos fazem jeito e posso dar-vos um exemplo, no passado mês o T.T. teve que começar a usar óculos, não são baratos e quem os usa sabe disso, tínhamos recebido um cupão de 25% de desconto, no cartão, em armações e lentes no espaço Well’s e como é óbvio aproveitámos! Na loja de Sintra fomos super bem atendidos pelo “médico”, como lhe chamou o T.T., indicou-nos as marcas com custos menos elevados e com a mesma qualidade que outras marcas mais faladas, super atencioso com o meu Pintaínho😉 (pai de um menino da mesma idade) e fez um pós venda fabuloso pois o T.T. estava com dificuldades com as armações. No cartão ficámos com cerca de 34€ porque para além do desconto dos óculos, foi-nos creditado um valor de 5€ por termos atingido 500€ de compras, valor esse que gastámos pois fazemos compras no Continente com bastante frequência!

Adiante, os cupões do Continente… o dos 10% no total das compras é por norma utilizado e, este mês não foi excepção!

As compras do mês foram feitas ontem Sexta-Feira dia 18 e como na nossa zona de residência estamos “cercados” de todos os super e hipermercados que possamos pensar, não gastamos dinheiro extra em deslocações pois fica tudo no nosso caminho e, tirámos partido das seguintes promoções —»»

Fomos ao Continente aproveitar os 10% de desconto e fizemos compras num total de 57.32€ que nos deu em cartão para futuras compras 5.73€, como já tínhamos 3.52€ de momento temos disponíveis em cartão 9.25€.

De seguida fomos ao Pingo Doce aproveitar a promoção dos 50% na carne, pois para além de não termos o cartão do Minipreço não gostarmos do talho deles. Queríamos também comprar mais alguns produtos que, para além de mais baratos têm maior qualidade no espaço PD.

Como esta promoção obrigava ao gasto de 25€ em produtos que não carne…não fizemos compras despropositadas, pois precisávamos e queríamos o que comprámos! Só adquirimos carne fresca porque a embalada nunca é o que queremos e pessoalmente, na maioria das vezes, duvido da qualidade!
É um produto que não se estraga facilmente, congelada tem um período de validade razoável e por esta razão abastecemos o congelador de forma a que, pelo menos nos próximos +/- 60 dias as duas e meia pessoas cá de casa não tenham que comprar carne🙂

Estivemos algum tempo na fila, nada por ai além, fomos simpaticamente e profissionalmente atendidos no nosso pedido:

– 2 Frangos c/miúdos – 4.25€
– 1Kg de Peito de Frango – 6.00€
– 1Kg de Bifes de Peru – 7.40€
– 1 Perna de Peru – 4.72€
– Bifanas de Porco (para 1 pessoa) – 1.99€
– Vitela para Guisar – 2.80€
– Vitela para Estufar – 2.74€
– 2Kg Vitela Carne Picada – 5.35€

Uma das Gavetas do Congelador com a Carne a 50%

O total de compras efectuadas no PD foi de 83.43€ e a poupança imediata foi de 20.37€. Conforme tinha referido comprámos outros artigos que nos faziam falta, nada foi comprado para usufruir da promoção!

Mas ainda não tínhamos terminado…mais uns metros à frente e fomos ao LIDL onde queria comprar natas de culinária e natas com 35% de MG pois são as mais baratas e eu utilizo bastante, iogurtes líquidos de litro para mim (morango e morango/banana)…são muito bons e custam 1.49€, melhores que os do Continente e no PD não há de litro!
Mas o motivo principal que nos levou ao LIDL foi o leite de soja, porque é o que o T.T. bebe e estava com um desconto de 2 cêntimos por unidade, que em 20 unidades que dão para 2 meses dá um desconto de 4€.

No meio disto tudo e sem querer, aproveitámos o desconto da Galp que acontece às Sextas e Sábados…12 cêntimos por litro que num depósito cheio e no nosso curto orçamento faz diferença!

Tudo isto pode não parecer nada para alguns, mas é assim que muitos fazem a ginástica orçamental mês a mês…

Tenho Saudades ~ Pousadas de Portugal

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Embora na passada semana tenha sido noticiado que as temperaturas iriam descer 10º, até ver tal agoiro ainda não se manifestou e esperemos que assim fique!

Já está calor, já se fala muito em férias, já usámos protector solar, por aqui já só se pede manga curta na roupa arrumada para o dia seguinte, o T.T. já fica feliz por ter tão pouco trabalho a despir-se para o banho… “Fácil, são somente 3 peças quando já não tenho meias e sapatos”, Já só queremos Melancia e Morangos para sobremesa, Junho já está à porta… Enfim o calor está por cá e eu tenho saudades de estar longe de casa!

ADORO o Alentejo e sou fã das Pousadas de Portugal!
Aqui já vos tinha falado de uma das minhas preferidas e hoje vou falar-vos da última em que estivemos, em tempo de Verão, e da qual gostámos muito.
A Pousada de Santa Clara-a-Velha que se situa em Sta. Clara, Alentejo.

O edifício onde hoje se encontra a Pousada foi construído na mesma altura que a Barragem de Santa Clara, em 1969. Na altura serviu de “abrigo” aos engenheiros que monitorizavam a construção da Barragem, no entanto em 1979 o edifício foi adquirido pela Enatur e reaberto como Pousada de Portugal com a capacidade de alojamento de apenas 6 quartos.

Em 1994 a Pousada encerra para obras de remodelação e ampliação, reabrindo as portas em Maio de 1996 já com 19 quartos, mas adiando a sua inauguração oficial para Maio de 1997 e a sua “cara” mantém-se a mesma, muito bem conservada na minha opinião, até hoje!

Fica magicamente situada sobre as águas da Barragem de Santa Clara. Das varandas dos quartos e da piscina, a vista é de tirar a respiração e convida ao “Dolce Fare Niente”.
O local é muito sossegado e convida às praticas de pesca, desportos náuticos ou simplesmente a um período de descanso em perfeita harmonia com a natureza.

Ora descanso absoluto com uma criança pequena é quase, ou até totalmente, impossível! Mas não há que desesperar porque para os miúdos este é um dos paraísos na terra.
Vejamos o que os espera para além de tempo de muita qualidade com quem eles amam muito! À chegada os pequenotes recebem, com um sorriso enorme na cara de quem oferece, um saco cheio de tesouros…uma tigela do Chocapic e cereais para lá comer, lápis para colorir o caderno do Chocapic, uma bolsa toda gira para transportar os tesouros, bongos, um bilhete para o cinema e, para além disso podem passear na natureza com direito a descobrir muitos “bicharocos”, apanhar frutos que não é costume verem, piscinar com espaço para muita brincadeira, estar pertinho de uma obra gigantesca com muita água lá dentro… Há muito para se entreterem e serem ainda mais felizes.

Passeio ao fim da tarde junto à Barragem de Santa Clara

A “apanha” do Marmelo

Brincadeira na Piscina

Piscinar e Brincar

Nós temos direito a tudo isto e um pouco mais, o restaurante da Pousada tem uma cozinha de qualidade e possui uma boa garrafeira, o atendimento é muito bom e de uma simpatia que dá vontade de voltar. No bar da Pousada podemos estar tranquilos em amena cavaqueira com o barman, na altura descobrimos que era nosso conterrâneo, não sabemos se ainda é o mesmo.

O Restaurante da Pousada onde também são servidos os pequeno-almoços

Na Vila há uma mercearia onde podemos comprar o que não queremos “tirar” do mini bar, como águas, sumos e afins. Há também um café que adorámos e serve umas tostas “bêm boas”. No dia de volta à capital almoçámos na Vila e não temos do que nos queixar, antes pelo contrário… Santa Clara vale muito a pena e tem habitantes 10*.

Uma das coisas que nós adultos mais apreciámos foi, estar na varanda do quarto, após a hora do Vitinho, a olhar para aquele céu enorme pejado de estrelas SUPER cintilantes, que não conseguimos ver onde moramos, e a ouvir o SILÊNCIO completamente ensurdecedor… Soberbo!

O final do dia neste local tem uma forma mágica de nos deixar calmos e expectantes pelo que virá no dia seguinte…

O entardecer a olhar para a zona da piscina

O fim do dia junto à Barragem

Nem dava vontade de sair da piscina com esta VISÃO!

E como tudo o que é bom termina rapidamente… Fecharam-se as protecções com promessas de volta e “lágrimas” de alegria pelo privilégio de aqui termos estado e, principalmente por o termos feito juntos!

 

Bebidas que chamam o Verão

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Pelo que dizem o calor não veio para ficar, veio somente dar um ar da sua graça e parece que na próxima Segunda-Feira se vai, novamente, recolher aos seus aposentos!

Mas vamos gozar o que temos agora e deixar o depois para quando ele chegar… Vamos chamar o Verão!

Vou partilhar convosco algumas formas de servir bebidas frescas, foram pesquisas já feitas em tempo de Inverno, como que a chamar o bom tempo e, agora que ele cá está vamos lá ver o que eu para aqui tenho guardado (:

Uma forma de ter bebidas frescas num piscar de olhos😉

A decoração do copo que vai à mesa também conta, nem que seja só para nós… Os olhos para além de comerem também bebem (:

Eu adoro Mojito, mas até agora tive sempre azar nos locais onde pedi esta bebida…na maioria das vezes fica lá quase toda pois parece que estou a comer relva de tão mal que foi preparada a bebida😦
Vou tentar fazer esta receita a ver se não vou dizer mal de mim também!
(em vez de amassar a hortelã, como é dito na receita, vou tentar tritura-la)

Reparem na decoração do copo, está deliciosa😀

Fonte: Blog Pão de Ló

Uma das frutas que mais comemos e mais ADORAMOS, no Verão, aqui por casa é a Melancia! Há lá fruto que inspire mais frescura que este, a Melancia cheira-me a Verão e eu e o T.T. somos capazes de devorar uma num dia sem qualquer tipo de transtorno😉

Bebidas com Melancia só podem chamar o Verão e por isso, vamos lá gritar… VERÃOOOOO….

Fonte: Imagens Google

Esta receita só pode ser fantástica e temos que experimentar, o que me dizem?!

Um dos blogues que gosto mesmo muito é o “Chasing de Sweet Things in Life ~ Sweet Paul” e por lá encontrei mais Melancia, esta com um quique de Tequilla!

E a Caipirinha, não vos faz lembrar o Verão?!!

No blogue da querida Karina Batista temos os acessórios…

Fonte: mariacarambola

E no Etílicos podemos aprender como criar uma “Overdose de Caipirinha”!

Se tens Limões, faz Limonada… Ora se tens uma Bimby e 2 ou 3 Limões…fazes mais que 1 Litro de Limonada!!!

Ingredientes:

– 2 ou 3 limões bem lavados, mas sem descascar, partidos em quartos
– 100 gr. de açúcar (utilizo sempre muito menos)
– 1 litro de água

Preparação:

Coloque todos os ingredientes no copo e pressione a tecla Turbo 2 a 3 vezes, segurando o medidor com a mão. Insira o cesto no copo, pressione-o com a espátula e deite a limonada num jarro com cubos de gelo.

Mais simples é impossível…só vos digo que fica uma limonada fantástica, com todo o sabor e com apenas 2 ou 3 limões!

Para terminar temos as Margueritas, aquelas que são tão boas quando bem frescas, bem feitas e em boa companhia… Apetece o Verão!

O “Daily Fork” tem as mais fantásticas e recentes noticias sobre culinária e, foi lá que fui buscar esta fresca e spicy bebida para brindar à vossa saúde e felicidade!

Fonte: Daily Fork

Fiquem bem e sejam felizes!

O Senhor Polvo e o Prazer de Viver a Vida em Todos os Ângulos ~ Por José Queimado

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Antes de continuar, vou esclarecer o que a gastronomia significa para mim. É como muitas outras coisas, o meu diário de memória, um argumento de vida passada, bem vivida e é igualmente uma ferramenta de viagem.

Um artefacto de cultura, a nossa cultura, a cultura de cada um!

Quando me transferi para o Brasil, além do meu canudo e a minha vontade de recuperar, levei alguns utensílios que me ajudaram a continuar a minha vida e a não me sentir tão só. A gastronomia é uma boa companheira que não nos deixa esquecer o que somos, o que comemos, com quem convivemos.
Os sabores, os odores, as musicas que acompanhavam momentos privados com as namoradas, as reuniões ruidosas com os amigos, as refeições incontornáveis com a família e muito mais…

Nesse sentido achei que seria importante fazer a narrativa dos “petiscos” que me são queridos, contando também como mudou ao longo dos anos a minha convivência com esses “compagnons de route” os meus cozinhados preferidos e o seu “envelhecimento” ao percorrerem comigo esta estrada mais ou menos sinuosa.
O “Senhor Polvo” é um desses meus amigos que merecem uma referência especial.

É um animal marinho, cefalópode, com uma inteligência acutilante mas com alguns defeitos que o colocam com frequência numa situação de fragilidade. Por exemplo, quando ataca uma lagosta (tem bom gosto) esquece-se da moreia que está atrás de si com a sua dentadura afiada.
Este é o ciclo de vida, moreia, polvo, lagosta.

Fonte: José Fernando Queimado

O meu primeiro contacto com o Polvo aconteceu quando da leitura de livros de Jules Verne, nos meus 11/12 anos. Era um animal enorme e perigoso e nunca me passou pela cabeça de que seria, no futuro, um dos meus pratos favoritos.
De facto tudo mudou quando, mais tarde conclui que, em vez de ser comido por ele eu teria o prazer de o ver vencido e cozinhado na minha frente, dentro de um prato e pronto a ser digerido por um ser humano.

O contacto real aconteceu quando tinha 15 anos, em férias no Portinho da Arrábida.
Um pescador ensinou-me a forma mais prática de pescar pequenos polvos com latas de salsichas, os polvos entravam nas latas que usavam como refúgios e depois era só apanhar as latas e levá-las para a nossa casa na praia, entregá-los á cozinheira, o fiel carrasco, que lhe dava um destino cruel. Não me recorda de ter comido polvo nessa época, provavelmente seria parte de caldeiradas.

O Polvo volta de novo ao meu cardápio de pratos seleccionados nos anos 70. Não era um prato muito divulgado em Lisboa e era considerado de difícil tratamento culinário, porque tinha que ser batido para soltar a areia e depois tinha que se lhe retirar a pele.

Havia um restaurante no Cais do Sodré (ainda existe e tem presença no Facebook) o “Porto de Abrigo”, muito em voga entre os jovens da minha geração.
Para além da açorda de berbigão, o prato muito apreciado era o “Polvo Seco Grelhado”, que era acompanhado por arroz de tomate e molho de manteiga.

Fonte: José Fernando Queimado

O Polvo era dos grandes e vinha para a mesa com apenas dois tentáculos, muito tenro e delicioso quando banhado na manteiga quente, verdadeira manteiga com sabor a manteiga! Outra delícia, o Linguado (inteiro) gratinado. Todos estes pratos eram acompanhados por vinho branco “Evel Garrafeira” (Fornecedor da Presidência da República), Gaeiras, “Planalto”, Bucelas, “Colares”…alguns dos vinhos preferidos na época.

Não me recorda de ter comido polvo nessa época em outro restaurante em Lisboa.

Após a Revolução dos Cravos agarrei no meu canudo e emigrei para o Brasil, foi neste país que eu consolidei a minha amizade com o “Senhor Polvo”.

O meu restaurante preferido era o “La Fiorentina” na Praia de Copacabana, no Bairro do Leme.

Fonte: José Fernando Queimado

Foi ai que degustei o meu primeiro arroz de polvo semi-malandrinho, “Arroz de Polvo com Brócolis”. Nessa altura, em Lisboa, o arroz malandrinho era apenas conhecido na modalidade de cabidela, serrabulho ou de lampreia.

Fiquei deslumbrado e surpreendido com esta iguaria. O arroz é frito com cebola, azeite, alho, depois junta-se a água do polvo e brócolos previamente semi-cozidos e cortados em pequenos pedaços, misturados a 5 minutos do final da cozedura do arroz. Para acompanhamento tínhamos o “Chope” (imperial) no Verão ou um vinho em estações mais amenas.

Os vinhos brasileiros eram nessa altura intragáveis e tínhamos poucas opções. Os vinhos portugueses rareavam sendo os mais populares o “Dão Grão Vasco”, o “Mateus” e o “Casal Garcia“.

Eu que me considerava mais exigente, pedia sempre uma garrafa de “Concha e Toro”, um razoável vinho chileno.

Fonte: José Fernando Queimado

É servido húmido e sempre com uma pitada de gindungo líquido. Outra novidade, o empregado pergunta-nos sempre se queremos adicionar um fio de azeite (português). Na altura os restaurantes dispunham de latinhas de Azeite Gallo (o azeite importado era caríssimo) em que abriam um pequeno furo, o que acentuava o gosto do prato em questão. Uma maravilha!

Fonte: José Fernando Queimado

Voltei a Portugal em 1985 e cá continuei a solidificar a minha amizade com o “Senhor Polvo”. Neste tempo já se comia o arroz malandrinho, desde que a Junta de Turismo da Costa do Sol organizou um concurso entre os restaurantes da linha para apresentarem o melhor arroz de marisco.

Desde então encontro-me regularmente com o “Senhor Polvo”, nas suas diferentes indumentárias, “Filetes de Polvo” (no Porto), “Arroz de Polvo” (em toda a parte), “Polvo à Lagareiro” (com particular importância em Bragança)…

Passados estes anos e já no século XXI voltei aos prazeres mais simples, o meu amigo “Senhor Polvo” continua vivo, alegre e delicioso, mas ele compreende que a roda da vida é assim, volta-se sempre ao princípio, às origens e descobre-se que o que é mais simples é mais sincero, o sabor é original, é sóbrio e não está disfarçado!

Fonte: José Fernando Queimado

Por isso decidi e o “Senhor Polvo” concordou, passar a deliciar-me com o “Polvo Cozido com Todos” como podem verificar pela fotografia acima (cozinhado por mim). Nada melhor que este delicioso petisco, o “Polvo Cozido” com a cenoura e o feijão-verde, os ovos cozidos, tudo misturado com cebola e salsa ou coentros, regados abundantemente com azeite português, como o “Senhor Polvo” gosta. É claro, acompanhado por um bom vinho branco alentejano, que na minha mocidade ainda não era conhecido.

Bom apetite, uma vida longa para todos e para o nosso grande amigo, o “Senhor Polvo”.

Circo ~ O Maior Espectáculo do Mundo por Cristina Flora

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Hoje trago-vos o texto da mais recente convidada do “Recheio das Coisas”, Cristina Flora.

O maior espectáculo do Mundo

 Clarissa está em frente ao espelho oval e dá uns retoques na maquilhagem. Acabou de fazer amor com o seu amante no quarto de um hotel de luxo. O espelho é muito bem iluminado por dezenas de lâmpadas. Toda a decoração do espaço é algo excêntrica. Os cortinados são às riscas vermelhas e azul-bebé, e a colcha de algodão é amarela salpicada de círculos encarnados de uma textura diferente, algo entre o veludo e a lã. Os tapetes são verdes pontilhados de estrelas cor-de-rosa.
O amante é um homem de bela figura: muito alto, o cabelo já grisalho, e apesar de treze anos mais velho faz questão de mostrar um domínio absoluto na cama, realizando uma série de acrobacias que Clarissa ainda não sabe se são para ela apreciar, ou se não passam de puro exibicionismo.
– Querida, esse batom é o máximo. Fica-lhe bem o Absolu Rouge.

Erwin Blumenfeld

Clarissa olha-o através do espelho, desconfiada. Que mania tão irritante de lhe andar a mexer em tudo na carteira, como se já não lhe bastasse o outro lá de casa.
– Estiveste a mexer nas minhas coisas outra vez – proferiu, de sobrolho carregado. – O que esperas encontrar? Tu és o meu segredo. Não tenho mais.
– Eu não mexi em nada. Deixaste o batom em cima da cómoda e vi o nome dele por curiosidade.
– Ai, sim?
– Sim.
– Então, desculpa – pediu, sem sentir qualquer sinceridade.
– Vamos acabar o champanhe – propôs ele, erguendo a taça dela e voltando a enchê-la.
– A crise deixa-nos sem dinheiro, e mesmo assim bebemos champanhe e conseguimos vir para estes sítios…
– Isso é o teu marido que é um palhaço! Eu tenho dinheiro, e enquanto estiveres comigo terás sempre o melhor. És tão bonita. Mereces bem.
Clarissa devolveu-lhe um sorriso tão iluminado como o espelho. Gostava que o amante a elogiasse e lhe proporcionasse todas aquelas coisas fantásticas. Depois, quando regressasse a casa, à aflição do marido e às dívidas para pagar, às vozes dos desenhos animados na TV que viciavam as crianças, e ao cheiro das salsichas fritas com arroz, sabia que toda aquela ilusão desapareceria como por magia. E nenhum vizinho acreditaria que, uma hora antes, a D. Clarissa estivera a beber champanhe e a fazer um sexo circense com um dos maiores empresários da cidade.
– Gosto dos teus beijos, Clarissa – disse ele, brindando com ela. – Transportam-me às nuvens. Fazes-me subir bem alto!
– Obrigada – disse, ainda ligeiramente irritada com a suspeita da bisbilhotice. – Sabes… Se cintilo assim tanto para ti devias valorizar-me.

Untitled by Niko Guido

– Mas o que é que queres mais, minha tigresa linda?
– Não vamos aguentar esta situação durante muito tempo.
– Deixa-o e fica comigo.
– E as crianças?
– Ó céus! Já tivemos esta conversa dezenas de vezes! Deixa-los com o pai.
– Não me posso separar dos meus filhos…
– Então, vais condená-los à fome… Lamento.
– Mas tu és rico…
– E dou-te tudo mas é a ti. Não vou sustentar um bando de pirralhos.
– Nunca te iriam incomodar…
– Tu comigo não és mãe. Não é esse registo que espero de ti. O teu papel é o de amante, linda e airosa.
– És de um egoísmo…
– Já estou atrasado, princesa. Para a semana, vou levar-te a um restaurante tailandês fabuloso. O Júlio vai buscar-te perto do teu trabalho e leva-te o vestido que quero que uses. Vais adorar. A vida que tens não é nada. Comigo é que vives a sério. Nunca te esqueças disso.
Mas Clarissa não compareceu a esse jantar, ou a outro. Encontraram-na suspensa numa corda, a balançar. Dizem que parecia um anjo a voar.

Dear Doctor, I've read your play by David LaChapelle

Eu Convido… Cristina Flora uma Pessoa com “Recheio”

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Quando iniciei o “Recheio das Coisas” referi que neste espaço iria ter vários convidados a partilhar Coisas pelas quais têm paixão, hoje venho mais uma vez apresentar-vos uma pessoa que nos vai “Rechear” de bons momentos!

“Conheci” a Cristina Flora através da sua página Contos On-Line a qual tenho vindo a seguir com bastante curiosidade.
Partilhamos o gosto por algumas áreas de cinema com destaque para o guarda-roupa de alguns filmes, como por exemplo os que têm a talentosa “mão” de Eiko Ishioka.

Na sua colaboração com o “Recheio das Coisas” vai presentear-nos com contos, de sua autoria, que nos vão fazer sonhar e, por vezes, estar na pele das suas personagens pois a forma como escreve é intensa, provocante e emotiva!

Deixo-vos um pouco da Pessoa com Recheio que, com prazer, vos trago hoje!

…”nasceu em Lisboa a 25 de Janeiro de 1970. Licenciou-se em Comunicação Social pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa em 1993. Complementou a sua formação com cursos no CENJOR. Iniciou a sua experiência profissional como estagiária e, posteriormente, colaboradora no Diário de Notícias. Editou e depois colaborou durante vários anos na revista Ingenium da Ordem dos Engenheiros. Participou na série de fascículos “Locais de Portugal” para o Jornal de Notícias. No Semanário foi redactora do sector de Cultura daquele jornal, chefe de redacção da revista Christus e colaboradora de outras publicações do mesmo grupo, entre as quais a Olá, Pl@ynet e Política Mesmo. Redigiu diversas biografias de exploradores para a revista Volta ao Mundo. Em regime de free-lance publicou textos e fotografias nas revistas Exame e Homem Magazine. Foi ainda redactora da Invista e colaboradora da Viver com Saúde. Actualmente é colaboradora permanente da revista Máxima. É autora de três romances: “A Saudade do Rei” (Minerva 2003),  “A Inconstância dos Teus Caprichos” (Presença 2005) e “Leva-me Esta Noite” (Saída de Emergência 2009). É também co-autora de uma antologia de contos “A República Nunca Existiu” (Saída de Emergência 2008). Apesar de toda esta entrega profissional conseguiu manter uma participação social activa. Actividades desportivas, viagens, muita leitura e cinema fazem hoje como sempre parte integrante e indispensável da sua vida. Essa sua energia aliada a uma permanente curiosidade e interesse pelos vários temas do nosso mundo tornaram-na uma autora multifacetada e sem rótulo. Até mesmo a maternidade e a descoberta de novas emoções a ela ligadas são hoje fontes de inspiração”.

O Dia do Livro com Eça de Queiroz e Ramalho Ortigão

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Sendo hoje o dia do livro, resolvi partilhar convosco aquele que mais prazer me deu ler!

Já foi há uns bons anos que o li, mas lembro-me que o fiz em cerca de dois dias, tinha outras coisas para fazer, caso contrário acho que bastava um serão para o ter terminado de tão bom que é.

Estou a falar de “O Mistério da Estrada de Sintra” de Eça de Queiroz e Ramalho Ortigão.

Eça de Queiroz, um dos mais notáveis escritores portugueses, introdutor do realismo em Portugal é natural da Póvoa do Varzim e veio a falecer em Paris em 1900. Em 1867, dirige e redige “O Distrito de Évora” e colabora na “Gazeta de Portugal”.
Em 1871 inicia “As Farpas” com Ramalho Ortigão, com quem já escrevera “O Mistério da Estrada de Sintra”.

Ramalho Ortigão nasceu no Porto e veio a falecer em Lisboa em 1915. O seu relacionamento com Eça de Queiroz leva-o ao grupo das “Conferências do Casino”.
Para além de  “O Mistério da Estrada de Sintra”, redige ainda com Eça “As Farpas”, publicadas em fascículos, onde à sátira política e social se juntam o amor pela etnografia, pela paisagem e pela arte.

ShooShoos e Smileys ~ O Melhor para Pezinhos em Crescimento!

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Conheci os ShooShoos tinha a minha loja de artigos de bebé e criança aberto há pouco tempo e fiquei logo apaixonada, foram sempre um artigo de sucesso!

O T.T. usou-os desde bebé até ter perto de 4 anos, em casa e na escola como “sapatinho de sala”. Na altura não me foram apresentados os Smileys, com muita pena minha, pois certamente que os teria utilizado e comercializado na minha loja!

Actualmente os pediatras em todo o mundo, recomendam que o bebé aprenda a andar descalço. Além disso, um sapato de criança deve proteger o pé sem ser restritivo, e permitir o seu natural desenvolvimento. Focados nestas necessidades, a “ShooShoos” criou 2 linhas de sapatos para bebés e crianças.

Soft Sole Shoos
Os clássicos sapatos em pele macia, com elásticos suaves nos tornozelos que facilitam a colocação mas impedem que os pequenitos os tirem facilmente!
Com uma abertura e caixa para os dedos larga, acomodam até o pezinho mais rechonchudo. A amplitude do sistema de velcro permite um ajuste perfeito tornando mais fácil a sua colocação.
Os ShooShoos estão disponíveis a partir do S até ao XL.

Fonte: ShooShoos Portugal

Smileys Flexi Sole
A mais recente linha de sapatos para crianças até aos 3 anos é produzida apenas com couros “eco-friendly” e, têm a mais flexível sola antiderrapante do mercado!
A sua construção única, garante que os pequenos pés estão bem protegidos enquanto permite o seu desenvolvimento natural.
Os Smileys estão disponíveis nos tamanhos 20 a 24.

Fonte: ShooShoos.com

Para que possam ter a certeza em relação ao tamanho certo do Smiley ou ShooShoo para o vosso filhote, por favor consultem a tabela de medidas. Obrigada!

Depois de vos ter “apresentado” estas duas fantásticas linhas de sapatos, vou deixar-vos as fotos de alguns dos modelos que me podem encomendar!
Aqui e aqui podem ver os álbuns com outros modelos disponíveis e, que são actualizados consoante o stock. Para isso têm que ter conta activa no Facebook.

Qualquer informação ou dúvida que queiram ver esclarecida, por favor não hesitem em contactar-me através de orecheiodascoisas@gmail.com.

"SOFT SOLE SHOOS"
TAMANHOS DISPONÍVEIS: S, M, L e XL

"SOFT SOLE SHOOS"
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TAMANHOS DISPONÍVEIS: 20/22/23/24

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TAMANHOS DISPONÍVEIS: 24

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